Operação Pecado Capital: Gilson Moura insiste em negar relação com Rychardson

Gilson Moura escolheu Thaísa Galvão para quebrar o silêncio auto-imposto nos últimos dias, a partir da Operação Pecado Capital. 
E, como não podia deixar de ser, ambos mantiveram uma versão que já havia sido dada por Thaísa, e amplamente desmentida.
Após ser exonerado do IPEM, Rychardson retornou para o gabinete do deputado estadual Gilson Moura (PV), onde permaneceu lotado até 11 de dezembro de 2010, de onde recebeu cerca de R$ 30 mil.
Ainda que os dois estivessem afastados há um ano, o que não é verdade, a operação da quadrilha no Ipem ocorreu antes disso - até março de 2010.  Rychardson estava lá como apadrinhado de Gilson, que tinha bom número de funcionários supostamente fantasmas no instituto.

Segue abaixo a entrevista.  Será que agora os fãs de Thaísa perceberão o quão pouca credibilidade a jornalista/blogueira efetivamente tem?

Uma semana depois da prisão do ex-presidente do Ipem, Richardson Macedo, seu indicado político no governo Wilma, o deputado Gilson Moura (PV) reapareceu na Assembleia Legislativa.
E chegando à Casa para a primeira sessão matutina, ele deu entrevista ao Blog.

Thaisa Galvão – Você estava desaparecido?
Gilson Moura – Não. Eu apenas não frequentei as sessões de terça, quarta e quinta. Meu mandato de deputado continuou normalmente.

Thaisa Galvão – O que você diz sobre a prisão de Richardson?
Gilson Moura – Eu lamento o fato. Respeito o papel institucional do Ministério Público. Os fatos já estão judicializados e agora é esperar que ele possa apresentar sua defesa, vez que todo mundo tem direito ao contraditório.

Thaisa Galvão – Você acha que ele fez algo errado?
Gilson Moura – O processo é que vai dizer. Ele vai ter oportunidade de se defender. Não se pode prejulgar e não seria eu a pessoa, principalmente pela proximidade que sempre tive com ele.

Thaisa Galvão – Foi você quem indicou Richsrdson para o governo Wilma.
Gilson Moura – Indiquei como em todo processo democrático. O currículo dele foi analisado pelo governo e ele foi nomeado. Não havia nada que desabonasse a conduta dele. Tanto que ele pediu para sair.

Thaisa Galvão – Mas a ex-governadora Wilma de Faria disse que foi ela quem exonerou ao saber das denúncias.
Gilson Moura – Consta na exoneração que foi a pedido.

Thaisa Galvão – Mas toda exoneração é assim: ‘a pedido’, mesmo que não seja.
Gilson Moura – Eu não sei.

Thaisa Galvão – Ele fez doações para sua campanha?
Gilson Moura – Fez doação legal. O valor eu não me recordo, masnão chegou a 7 mil reais.

Thaisa Galvão – Fora essa doação, não teve outra por fora?
Gilson Moura – De maneira nenhuma. Tudo foi contabilizado, julgado e aprovado.

Thaisa Galvão – Mas o que foi julgado foi o valor declarado. Você reafirma que não houve nenhuma doação por fora?
Gilson Moura – Não, de maneira nenhuma.

Thaisa Galvão – Vocês romperam há cerca de um ano?
Gilson Moura – Ele foi cuidar das atividades comerciais dele e da família.

Thaisa Galvão – Você teme ser atingido?
Gilson Moura – Não, de maneira nenhuma. Continuo no meu mandato de deputado, confiando na Justiça com respeito ao Ministério Público. Mas tem que assegurar a qualquer cidadão a presunção da inocência e a ampla defesa estabelecida pelo contraditório.

Thaisa Galvão – Você teme que o caso estremeça sua candidatura a prefeito de Parnamirim?
Gilson Moura – Meus adversários políticos estão rindo da situação. No momento certo, na altura do debate nós vamos explicar. O próprio Maurívio Marques já teve o nome envolvido em caso levantado pelo Ministério Públivo.

Thaisa Galvão – Você acha que ele tinha condição de construir o patrimônio que construiu?
Gilson Moura – Quem tem que responder é a Justiça.

Thaisa Galvão – Durante a semana que você faltou às sessões da Assembleia, você permaneceu em Natal?
Gilson Moura – Estava. Fazendo, inclusive, algumas articulações políticas.



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