Operação Pecado Capital: Carro emprestado por R$ 3 mil?

12 de setembro de 2012

Bruno Rocha, gerente da Platinum Veículos, empresa do esquema de lavagem de dinheiro de Rychardson Macedo, prestou depoimento na segunda-feira e negou ter feito qualquer doação de campanha para Gilson Moura.  O juiz, pessoalmente, foi ao site do TSE e viu o nome de Bruno na lista de doadores e resolveu chamá-lo novamente para prestar esclarecimentos. Bruno corria o risco de ser processado por falso testemunho.  Achou uma inusitada saída: o empréstimo de um carro por R$ 3 mil. Veja na reportagem do Diário de Natal.


Nove testemunhas da Operação Pecado Capital, que investiga suposto esquema fraudulento ocorrido no Instituto de Pesos e Medidas do Rio Grande do Norte (IPEM), foram ouvidas na manhã desta terça-feira (11), pela Justiça Federal. Após prestar depoimento nessa segunda, o ex-gerente da Platinum Veículo, Bruno Rocha, foi convocado pelo juiz para esclarecer sua ligação com o deputado estadual Gilson Moura (PV).

Nessa segunda, Bruno Rocha negou que havia feito doação para a campanha do deputado em 2010. Nesta terça, o juiz questionou o motivo pelo qual o seu nome aparece na lista de doação como se tivesse contribuído um valor de R$ 3 mil. O ex-gerente da Platinum Veículos voltou atrás e justificou dizendo o dinheiro é referente ao empréstimo de um veículo Renault Clio.

Além de Bruno Rocha, mais oito pessoas foram ouvidas nesta terça: a operadora do Itaú Créd, Maria Clara Amorim, o gerente do bando Itaú, Brauli Bacurau, o estagiário do setor jurídico do Ipem, João Gilberto Alves de Sousa, o auxiliar de fiscalização do Ipem, Alex Sandro de Brito, o funcionário do setor financeiro do Ipem, Maria das Graças Ferreira, o gerente do banco Safra, Raquel Vieira, o engenheiro de computação do Ipem, Gilmar Lucena e o gerente do Banco do Brasil, Augusto César da Cunha.

Os servidores do Ipem falaram sobre a relação com Richardson Macêdo e seu irmão Rhandson Macedo, e negaram que saber qualquer coisa sobre a existência de funcionários fantasmas. Os bancários afirmaram que as empresas não faziam nenhuma movimentação atípica.

A operação Pecado Capital foi deflagrada pelo Ministério Público Estadual no dia 12 de setembro do ano passado e prendeu o ex-diretor do Ipem Richardson Macêdo e seu irmão Rhandson Macêdo, além da ter decretado o sequestro judicial de quatro empresas suspeitas de serem usadas para a lavagem de dinheiro.

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