Furtaram até o saldo do FGTS dos funcionários da Ativa

11 de novembro de 2012

O depoimento de Sandro Sérgio Trigueiro da Costa elucida outros elementos.
Até os carros pessoais dos diretores da ONG eram abastecidos com recursos da Ativa. E isso com o cenário administrativo desolador: "atualmente a instituição não dispõe de nenhum tipo de material de expediente e de limpeza, faltando material básico para trabalho, cabendo ressaltar que o os recursos repassados para a Associação são valores exorbitantes", diz Sandro.
Além disso, a maioria dos que foram demitidos em 2011 e 2012 não recebeu suas verbas rescisórias e estava com as carteiras de trabalho retidas quando o funcionário prestou depoimento.
Do pequeno grupo indenizado, cerca de dez pessoas, ninguém recebeu o FGTS: "quando foram sacar os valores do Fundo de Garantia – FGTS, perceberam que alguém já havia sacado, suspeita- se que foram pessoas a mando da Direção que realizaram os saques, dentre elas uma Senhora chamada Franciele, que foi encaminhada para trabalhar na SEMTAS", diz Sandro.
E há a confirmação no depoimento do funcionário de que muitos novos colaboradores contratados na gestão de Micarla de Sousa foram indicados por Gilson Moura.
Bom lembrar que a investigação na Ativa decorre da Operação Pecado Capital e do envolvimento dos apadrinhados pelo deputado, que já tinham participado de um esquema de corrupção no IPEM, em novos esquemas na Ativa.

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