Na Ativa, havia cerca de 50 digitadores "fantasmas"

11 de novembro de 2012

Na ação do Ministério Público que pediu a intervenção na Ativa há dois depoimentos elucidadores das práticas que os próprios promotores chamaram de repugnantes.
Um dos depoimentos é de Sandro Sérgio Trigueiro da Costa. Segundo Sandro, apenas depois da solicitação das folhas de freqüência pelo Ministério Público é que os funcionários começaram a ser convidados para assinarem seus pontos retroativamente desde 2009.
“Nem todos estão comparecendo, pois estas pessoas não são funcionários de fato, somente de direito (não comparecendo ao trabalho)", afirma o depoente.
Há um esquema escancarado de funcionários fantasmas para desvio de recursos em favor dos gestores. Para isso, aos funcionários era solicitado que indicassem nomes de amigos para que fossem contratados sem, no entanto, precisarem trabalhar. Parte dos salários era entregue à administração. A proposta foi feita por Ada Barreto, cunhada de Rose de Sousa e que era a superintendente da Ativa até recentemente.
Segundo Sérgio, dentre cerca de cinqüenta pessoas contratadas como digitadoras na Ativa, apenas uma costumava trabalhar. Além disso, até o filho de Ada Barreto era um dos fantasmas contratados nessa função.
Sérgio também esclarece o papel das lideranças comunitárias ligadas à Micarla de Sousa na ONG. "Na folha de pagamento existem várias pessoas contratadas, na função de Coordenador de Projetos, que são Lideranças Comunitárias e que de fato não prestam expediente na instituição", diz.

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