Testemunha confirma denúncias de desvios através de funcionários fantasmas

11 de novembro de 2012

O segundo depoimento que destacamos na ação que levou à intervenção na Ativa é de Rosângela José de Assunção Trigueiro.
Rosângela confirma o depoimento de Sandro Sérgio e diz que a Ativa estava imprimindo folhas de freqüência dos funcionários desde 2009, que não existiam mas foram solicitadas pelo Ministério Público.
Segundo Rosângela, "a maioria dos funcionários lotados na ATIVA, SEMTAS e FUNCARTE, não assinavam folhas de pontos (principalmente os chefes de Setores e os Advogados)". Rosângela era a responsável por realizar o trabalho de digitalização os pontos já existentes e os pontos retroativos que estavam sendo assinados nesta oportunidade pelos funcionários.
Rosângela confirma também que os funcionários da Ativa eram estimulados a convidar amigos para se tornarem funcionários fantasmas da ONG. Do salário de R$ 2,5 mil, R$ 500 reais eram repassados ao funcionário que conseguisse a indicação e parte do dinheiro dividido com a administração da Ativa.
O filho de Ada Barreto, funcionário fantasma da ONG, Éric Martins da Costa Lima Segundo tinha um salário de R$ 2,5 mil.
Rosângela cita outros indicados políticos na mesma situação. Josemberto Lucas de Pontes, irmão da secretária da Mulher Josileide Lucas de Pontes; Célio Aquino, primo do vereador Aquino Neto, ocupava o cargo de Diretor Financeiro até janeiro de 2012, tendo sido afastado dessa posição, mais ainda trabalhando na Ativa; Luiz Alberto de Farias Capistrano, irmão do vereador Franklin Capistrano.
Vários líderes comunitários ligados à Micarla de Sousa eram empregados da Ativa, sem no entanto aparecerem na ONG. Alguns trabalhariam acompanhando a prefeita, outros no gabinete do então vereador Dinarte Torres. "Inclusive no banco de dados do recadastramento essas pessoas apareciam com o código 'DT' que significa Dinarte Torres", disse Rosângela.
Além disso, Rosângela disse que "exercendo o cargo de Secretária de Gabinete do Presidente da Ativa encontra-se Cássia Rochelane de Faria, a qual entrou na instituição no ano de 2009, na gestão de Gilson Moura e até apresente data tem ingerência sobre a inclusão de novos funcionários na Ativa, havendo notícias de que as pessoas a procuram com pleito específico de uma colocação na instituição".
Segundo o depoimento de Rosângela Trigueiro, uma pessoa chamada Franciele, sobre quem pesa a suspeita de saque das verbas indenizatórias e do FGTS de demitidos, "foi encaminhada para trabalhar na SEMTAS, ainda endossando cheques relativos as rescisões de funcionários".

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