Noblat grita "apagão" e revela agenda anti-PT

29 de dezembro de 2012



O ataque organizado dos colunistas da grande imprensa agora tem como mote o "pibinho" e a ineficiência econômica. Como a corrupção não gruda na presidente Dilma, a saída é tentar responsabilizá-la pelo caos aeroportuário e pelos apagões (mesmo quando a falta de luz dura apenas quatro minutos, como no bairro nobre de Brasília onde vive Ricardo Noblat)

Eram 15h01 quando o jornalista Ricardo Noblat, colunista do Globo, postou no Twitter a informação sobre um suposto novo apagão em Brasília. "Juro: acaba de faltar luz no lago sul de Brasília. Ontem foram 3 horas sem luz. Dessa vez não teve trovão nem raio nem granizo. Espalhem!". Mais do que simplesmente noticiar, Noblat pediu para que seus seguidores disseminassem a informação. Quatro minutos depois, no entanto, veio a correção: "Voltou a luz. Veremos até quando".

Na prática, o tweet de Noblat sintetizou uma velha máxima do jornalismo: "good news is bad news", ou seja, notícia boa é notícia ruim. Seu apagão de quatro minutos foi tão frustrante, que o colunista deixou transparecer sua má vontade no "veremos até quando".

O alarme de Noblat não seria uma notícia se não fosse parte de um movimento organizado. O "pibinho" e a economia são os novos motes de grande imprensa para tentar derrubar a popularidade da presidente Dilma Rousseff – o que não será tão simples num país onde o desemprego está na menor taxa em dez anos.

Nesta sexta-feira, Eliane Cantanhêde resgatou o "especialista" Maílson da Nóbrega (aquele da hiperinflação) para atacar o "intervencionismo" de Dilma e de seu ministro Guido Mantega (leia aqui). Miriam Leitão retratou uma Dilma que teria sido abduzida e viveria numa espécie de realidade paralela (leia aqui). E Ancelmo Gois atingiu o ápice ao reproduzir uma suposta frase dita no Galeão: "Se alguém aqui votar em Lula ou em Dilma, é filho da puta!" (leiaaqui).

Noblat foi além e noticiou um apagão de quatro minutos. Será que os especialistas em mensalão, agora convertidos em especialistas em economia, não estão exagerando na dose? E será que não é por isso que Nelson Motta não enxerga o declínio da influência dos chamados formadores de opinião? (leia aqui o artigo de Motta, também no Globo).

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