Novo alvo da Veja é braço direito de Dilma

29 de dezembro de 2012

Uma rápida pesquisa mostra que Bernardo Figueiredo é alvo preferido da oposição e da imprensa há muito tempo.


No Brasil 247

Não há trégua nem no réveillon. Desta vez, Bernardo Figueiredo, presidente da Empresa de Planejamento e Logística e também responsável por projetos bilionários, como o trem-bala, é acusado de ter favorecido interesses privados no tempo que foi diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres; no governo, ele é um dos técnicos mais próximos à presidente Dilma.

2012 ainda nem terminou e já prenuncia um 2013 quente. Aliás, bem mais quente do que as temperaturas deste verão. Na edição de Veja deste fim de semana, que faz prognósticos em relação ao próximo ano, há uma denúncia contra um dos principais colaboradores da presidente Dilma Rousseff: o economista Bernardo Figueiredo, presidente da Empresa de Planejamento e Logística, a EPL, que é responsável por projetos bilionários, como a construção do trem-bala entre Rio e São Paulo. Foi também Figueiredo quem modelou os projetos de concessão dos aeroportos à iniciativa privada.

Segundo a reportagem de Veja, assinada pelo repórter Daniel Pereira, o presidente da EPL foi acusado por uma comissão do Ministério dos Transportes de ter favorecido interesses privados, no tempo em que foi diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres. O grupo favorecido seria a empresa América Latina Logística (ALL), a principal empresa de transporte ferroviário do país, que tem, entre seus acionistas, o bilionário Jorge Paulo Lemann. "A ANTT vem demonstrando não ter qualquer gerência ou controle sobre a oferta do serviço ferroviário de cargas", diz o relatório, vazado pelo Ministério dos Transportes para a revista Veja. "Figura-se que sua deficiência está tanto na falta de autoridade quanto na negligência, omissão e descompromisso para fazer valer o total cumprimento das obrigações contratuais".

A reportagem de Veja, no entanto, tem uma fragilidade, expressa no próprio texto do repórter Daniel Pereira. "Figueiredo não é citado nominalmente, porque a comissão foi criada apenas para analisar o eventual descumprimento de cláusulas contratuais, mas sua gestão é o principal alvo dos técnicos". Diz a reportagem, ainda, que a gestão de Figueiredo impediu técnicos da ANTT de multar a ALL em cerca de R$ 10 milhões. Veja aponta ainda um suposto conflito de interesses, uma vez que Figueiredo foi funcionário da antiga Rede Ferroviária Federal, participou do processo de privatização das ferrovias, atuou no setor privado e agora está no comando do setor, pelo governo. "O fato de eu conhecer todas as etapas do processo só me qualifica", diz ele.

Do ponto de vista concreto, a reportagem de Veja pode ser qualificada como um traque. Mas sinaliza a intenção de aproximar cada vez mais os canhões de figuras próximas à presidente Dilma Rousseff, uma vez que os escândalos recentes não abalaram sua popularidade.

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