Henrique: mal necessário?

19 de janeiro de 2013

Um petista me procurou para defender a eleição de Henrique Alves à presidência da Câmara Federal. Para ele, Henrique é um mal necessário.
O objetivo seria descolar o PMDB do governo Rosalba Ciarlini. "Só assim é possível derrotar Ravengar e os bilhões em 2014", disse.
Só pode ser brincadeira.
Henrique não é um mal necessário. Henrique é um mal. De que adianta investigarmos, como sociedade, os US$ 15 milhões que ele mantinha em 2002 fora do país? De que adianta irmos atrás da relação entre ele e Tufi Meres, da Marca e da Operação Assepsia? De que adianta nos questionarmos por que um empreiteiro seria seu chefe de gabinete? De que adianta publicar denúncia demonstrando que o deputado interfere em nomeações de cargos comissionados no tribunal que, ironicamente, julga as eleições?
Se ele é um mal necessário isso significa que toda corrupção possível há de ser tolerada - principalmente se o autor for um aliado.
Não, meu amigo. Quem descobre o que a gente descobre não pode se conformar em ter Henrique como mal necessário.

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