Rose de Freitas (PMDB) questiona uso de fundo partidário por Henrique

19 de janeiro de 2013

http://app.folha.com/m/noticia/199350

A deputada Rose de Freitas (PMDB-ES) colocou em dúvida a legalidade do pagamento da campanha de seu colega Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) à presidência da Câmara feito com o fundo partidário da legenda.

Freitas, que também é candidata, diz que não recebeu o mesmo tratamento dado a Henrique Alves.

No um documento encaminhado ao gabinete do presidente da legenda, senador Valdir Raupp (RO), Rose questiona a legalidade do uso do fundo partidário.

Além disso, ela pergunta quanto deverá ser desembolsado para a campanha de Alves e se uma segunda candidatura não deveria ser contemplada da mesma forma.

Favorito, Alves tem rodado o país a bordo de um jatinho cedido por Newton Cardoso, ex-governador de Minas Gerais e atual deputado, também do PMDB.

Segundo levantamento feito por empresa de táxi aéreo a pedido da Folha, o custo mínimo, relativo a um jato de porte pequeno, para todo o trajeto planejado por Alves seria de de R$ 189 mil.

De acordo com o PMDB, os gastos com combustível e tarifas aeroportuárias, além dos jantares e almoços promovidos pelo deputado, devem ser pago com dinheiro público, oriundos do fundo partidário da sigla.

O próximo evento da agenda do deputado será em Belém (PA), na segunda-feira.

Um ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) disse à Folha, reservadamente, que a iniciativa do partido pode ser questionada na Justiça Eleitoral --algo que não ocorreu até hoje, segundo a assessoria do TSE. As regras atuais não tratam de uso de recursos do fundo partidário para despesas relacionadas a disputas no Legislativo.

Freitas diz que a princípio não deve recorrer ao TSE, mas cobra manifestação da cúpula do PMDB.

"Se o partido for usar o fundo partidário terá de pensar se está dentro da legalidade", afirmou Freitas. "Não acho justo que seja usado o dinheiro do partido", disse.

O senador Valdir Raupp disse, via assessoria, que deve responder às questões de Freitas até segunda-feira.

Além do transporte e dos jantares, fazem parte dos custos de campanha de Alves a produção de 2.000 exemplares de um livro com os discursos feitos pelo deputado (R$ 25 mil, segundo a assessoria) e o envio de mensagens via celular com pedido de votos (R$ 400).

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