Papa Francisco, Hummes, Maradiaga e Lula

16 de março de 2013

As ações do Papa Francisco nos dias ditatoriais em seu país ainda me parecem longe de um esclarecimento definitivo.
Ao mesmo tempo, seu conservadorismo no que se refere ao papel da mulher e aos direitos dos homossexuais também não ajudam.
Mas seus primeiros sinais são simpáticos na direção de construir uma igreja católica diferente.  Seja no nome escolhido, nas mensagens simbólicas transmitidas, seja na afirmação peremptória de que sonha com "uma igreja pobre e para os pobres".
E aí as informações de bastidores começam a desenhar uma renovação dessa esperança.
Primeiro, sintomático que Leonardo Boff tenha antecipado o nome que o novo papa assumiria.
Assistindo ao seu pronunciamento ao povo na Praça de São Pedro, assim que eleito, reparei o que ele disse.  Afirmou-se como um bispo que aprenderia a sê-lo enquanto o povo também aprenderia a ser igreja com aquele bispo.  E o tempo todo se referiu a si mesmo como bispo de Roma, nenhuma vez como Papa.
Outras coisas já disse aqui.
Outro aspecto de destaque são dois cardeais que, dizem, participaram ativamente de sua eleição.
O primeiro é o hondurenho Oscar Rodríguez Maradiaga, admirador da teologia da libertação - era o "candidato"de Leonardo Boff.
O outro é Cláudio Hummes, que, segundo o próprio Papa, lhe inspirou na escolha do nome ao pedir-lhe que não esquecesse dos pobres.
Maradiaga tem suas manchas.  Apoiou o golpe que destituiu Manuel Zelaya.\
Hummes esteve com Lula nas greves do ABC e é tido como seu amigo - além de disserem ser o cardeal mais próximo de Francisco.




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