Operacão Cactus investiga cerca de 50 pessoas por fraudes no DNOCS

21 de março de 2013

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A Operação Cactus deflagrada nas primeiras horas desta quinta-feira (21), pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria Geral da União (CGU), com apreensões na casa do secretário-Geral do PMDB Elias Fernandes, investiga desvios de verba que somam mais de R$ 48 milhões de prejuízo aos cofres públicos.

Durante a coletiva concedida durante a tarde, a delegada Cláudia Braga Leitão, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros (Delefin), informou que a operação investiga desvios de verbas em licitações que envolvem recursos da ordem de R$ 48 milhões. Ainda segundo a delegada, cerca de 50 pessoas estão envolvidas no esquema.

A Cactus foi deflagrada nas primeiras horas de hoje com cumprimento de 62 mandados de busca e apreensão em Natal e outras 22 cidades. Em Natal, o alvo foi Elias Fernandes, que já presidiu o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). Na casa dele foram apreendidos alguns documentos. De acordo com a chefe da Delefin, o Dnocs é um dos órgãos que estão na mira das investigações que já duram dois anos em cima dos contratos firmados desde 2008.

Além de Natal, também foram cumpridos mandados em Aparecida de Goiânia, Brasília, Aiuaba, Apuiarés, Barbalha, Canindé, Catarina, Fortaleza, Guaraciaba do Norte, Iguatu, Irauçuba, Itapipoca, Itapiúna, Juazeiro do Norte, Morada Nova, Mucambo, Quixeramobim, Reriutaba, Saboeiro, Tarrafas, Tejuçuoca e Ubajara. Participam da operação cerca de 288 policiais federais e 12 auditores da Controladoria-Geral da União.

Investigação

De acordo com informações da CGU, as investigações preliminares demonstraram que um ex-prefeito do município de Itatira (CE), atuando como lobista, liderava uma associação criminosa, cuja atuação junto a prefeituras do estado do Ceará e de outras unidades da federação visava a facilitar a obtenção de recursos federais, na forma de convênios ou contratos de repasse, inclusive mediante emendas parlamentares.

Além disso, o grupo infiltrava-se nos órgãos federais repassadores dos recursos, mediante a obtenção de apoio de servidores públicos e a participação de outros agentes, com o intuito de garantir os repasses para os projetos e prefeituras de interesse do grupo e de evitar que esses projetos passassem por acompanhamento e fiscalização, como forma de garantir a ocultação de irregularidades e fraudes.

O trabalho de investigação também concluiu que havia gerenciamento e montagem dos processos junto a prefeituras do estado do Ceará, além de simulação de licitações, com uso de empresas controladas pelo grupo. As apurações realizadas constataram o enriquecimento desproporcional dos diversos participantes da quadrilha, dentre os quais se destacam o mentor do esquema, seu filho e sua principal assistente.

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