Em nota, presidente do Conselho Estadual de DH lamenta mortes e anuncia projetos em favor de PMs

20 de abril de 2013

Por Marcos Dionisio Medeiros Caldas
Presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos e Cidadania

Publicado originalmente no Portal NoMinuto
Em nome do Conselho Estadual de Direitos Humanos e Cidadania, lamento a morte e os atentados sofridos por dois PMs da Quarta-feira para esta Quinta.

Os episódios mantém o RN na liderança dos estados que perdem policiais por mortes matadas.

Lamentáveis episódios que não atinge apenas aos policiais.

Já na Quarta-feira passada o RN contava em 2013, com mais de 400 mortes matadas, dentre estas, 53 em Mossoró e mais de 150 em Natal. Até segunda, também haviam ocorrido 21 mortes matadas tanto em São Gonçalo como em Macaíba, onde já ocorreram mais.

Estamos no Conselho de Direitos Humanos ultimando uma minuta de projeto de lei que iria criar um seguro a ser destinada aos policiais mortos pelo exercício da função, proposta esta que será apresentada na reunião do mês de Maio que será realizada em parceria com a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa na própria Assembléia.

As mortes desses PMs, acredito, também são decorrentes das deficiências da nossa segurança pública que agindo no achismo, na falta de transparência e na improvisação perderam completamente o controle.

Além da guerra civil na região metropolitana de Natal e também Mossoró, tem ocorrido assassinatos em número anormal em Areia Branca, Antonio Martins, Poço Branco e até municípios calmos como Afonso Bezerra, por exemplo.

Sou movido pela consígnia de John Donne (usada por Hemingway) para quem "Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria; a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”.

Meus respeitos aos PMs vítimas e aos seus familiares e às Asssociações representativas da categoria, bem como aos seus comandantes.

A violência atinge a todos e deve ser superada para a nossa democracia evoluir pois ela está em risco já que estamos sofrendo entre 47000 e 53800 homicídios nos últimos anos e nenhuma democracia se sustenta com esse volume de letalidade.

O ano passado dois PMs ameaçados foram retirados do estado por programas de DH e isso deve ter-lhes, ao menos momentaneamento, salvado suas vidas.

Lutemos para que as dantescas cenas dos últimos dias seja uma página virada da nossa história.

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