Militares tentam intimidar autor de livro sobre luta armada contra a Ditadura Militar

29 de abril de 2013

Por João Roberto Laque
No Blog do Laque

Coronel Antônio Paiva Rodrigues


Depois de me xingar dessa forma,
quais serão as providências do pessoal do Guararapes
em ralação a mim e a meu livro?


Se você pensa que os militares estão conformados com a redemocratização do Brasil, com a instalação da Comissão da Verdade ou em ter uma ex-guerrilheira sentada na cadeira de presidente, leia o e-mail que recebi esta semana de um oficial.





Só a acusação de terrorista contida no texto já me iguala, em periculosidade e desvio de conduta, aos irmãos que atacaram a Maratona de Boston ou, até mesmo, ao próprio Bim Laden, com perdão da imodesta comparação.


O fato de dizer que tenho cara de diabo ou sou comunista frustrado não mexe muito com meu ego, já que acho o demo até charmoso e nunca fui um "comunista" propriamente dito.

Agora, a gravidade do fato é que o referido e-mail não é uma simples ameaça anônima, dessas que viraram febre na internet. A intimidação tem nome, sobrenome, patente militar graduada e endereço eletrônico.

E o que deixou o coronel Antônio Paiva Rodrigues tão irado? Ora, uma singela propaganda do livro Pedro e os Lobos - Os Anos de Chumbo na trajetória de um guerrilheiro urbano enviada a sua caixa-postal.
conheça Pedro e os Lobos acessando http://osanosdechumbo.blogspot.com.br/
O milico simplesmente não gostou de saber que meu trabalho discorre sobre as mazelas praticadas pelos seus pares durante o regime militar e, de quebra, trata os Anos de Chumbo a partir da ótica da guerrilha.

Ele também deve ter torcido o nariz para o tratamento de herói que dei ao ex-sargento Pedro Lobo de Oliveira e a todos os seus companheiros de luta que atazanaram o governo de coturnos naqueles distantes anos 1960 e 1970.

Na visão de Antônio Paiva, Pedro e os Lobos é um livro nefasto que confunde a mente dos brasileiros.

O perigo maior, entretanto, é a questão não ter parado no gabinete do referido coronel. Ele encaminhou "meu caso" a um oficial mais graduado ― o general de divisão reformado Francisco Batista Torres de Melo, coordenador dum grupo chamado Guararapes ― para a devida tomada de providências.


E, vindas de um general de divisão das antigas, que chefia uma entidade de ultra-direita cujo lema é ― Estamos Vivos!, já imagino quais serão as providências cabíveis.


Portanto, caros perseguidores, se esta for minha última aparição aqui neste espaço ou em qualquer outro espaço existente sobre a face da Terra, se conformem.

A propósito, o coronel em seu e-mail garante que estamos perto de um débâcle. O grifo em amarelo no e-mail, inclusive, é dele. Alguém saberia me explicar o que ele quis dizer com isso?


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