Operação Assepsia: Denúncia contra Micarla e outros envolvidos deve sair em breve, diz Procurador-Geral de Justiça

13 de abril de 2013

Por Marco Carvalho
No Novo Jornal


Mais de cinco meses depois de ter sido afastada da Prefeitura de Natal, a jornalista Micarla de Sousa ainda não foi alvo de nenhuma denúncia formal do Ministério Público Estadual. No final do mês de outubro do ano passado, o MP recorreu à Justiça para, em razão dos graves indícios de crimes, solicitar o afastamento de Micarla do Palácio Felipe Camarão. Os promotores permanecem sem estipular um prazo para que a denúncia ocorra. De acordo com o procurador-geral de Justiça, Manoel Onofre, a instituição apresentará uma resposta "em breve" para a situação.


Foto: Argemiro Lima/NJ.
Micarla foi afastada do cargo no final de outubro do ano passado.Onofre concedeu informações ao NOVO JORNAL sobre o tema durante o Ato Público promovido pelo MP contra a PEC 37, realizado na manhã desta sexta-feira na Assembleia Legislativa. Lá, questionado sobre um prazo para oferecimento da denúncia, respondeu: "Espero que em breve. Os promotores estão trabalhando com afinco nessa ação. Nós temos diversas provas. A complexidade da questão criminal, todos sabem da dificuldade administrativas e a quantidade de documentos que foram encontrados. Estamos analisando, além de outros detalhes da própria investigação, como quebra de sigilo", disse Onofre.

O procurador-geral de Justiça repassou informações preliminares sobre o andamentos das investigações, sem se aprofundar em seu conteúdo. De acordo com ele, a apuração contra Micarla abrange pessoas em outros estados do país. "É uma investigação de um nível de complexidade nacional e envolve não apenas a realidade local, uma vez que tem tentáculos em diversos estados. Daí, a necessidade de aprofundamento e um trabalho responsável", sustentou.

Micarla foi afastada após aprofundamento das informações colhidas no âmbito da Operação Assepsia, também deflagrada pelo Ministério Público. A Assepsia apura supostas irregularidades cometidas em contratos entre o Poder Público e Organizações Sociais para gerência de serviços de saúde. Em entrevistas anteriores, a ex-prefeita sustentou inocência contra as acusações.

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