Os infiltrados e aproveitadores

22 de junho de 2013

Por Fernando Mineiro

Existe uma disputa política na sociedade sobre rumos e significados das manifestações que ocorrem Brasil afora.

Certos setores querem porque querem que a manifestações tenham como alvo o Governo Federal. É como se de repente a sociedade adormecida há 10 anos descobrisse agora que o país está um caos, que nada foi feito e que é preciso tirar Dilma do governo.

Não por coincidência estes mesmos setores sempre foram oposição ao Governo Federal e agora levantam as vozes contra a presença de militantes partidários e de movimentos sociais nos atos e até mesmo incentivam a violência contra eles. Criaram até um bordão: Brasil unido não precisa de partido.

Uma sociedade democrática depende dos partidos políticos e das organizações da sociedade civil. Nada, absolutamente nada, está fora da política. Democrática ou ditatorial. Mas POLÍTICA.

Quem conhece mesmo que pouco da história brasileira sabe que "nunca antes" nosso país viveu período maior do que o atual com suas instituições em pleno funcionamento. Vivemos o mais longo período democrático de nossa história. Com todos as suas grandezas e os seus limites, os seus erros e os seus acertos.

As manifestações em curso são por mais avanços e mudanças. O clamor que se alastra pelo Brasil tem majoritariamente o sentido do aprofundamento do que se conquistou até aqui. Por isso mesmo merecem irrestrito apoio.

Mas nas manifestações existem os infiltrados e os aproveitadores. E eles são os principais destaques na mídia, que se apressa a lhes dar visibilidade.

E os infiltrados e aproveitadores nas manifestações não somos nós, os militantes partidários nem os dos movimentos sociais. Até porque ocupamos muitas ruas e praças deste país para chegar onde estamos e continuaremos a ocupá-las para avançar mais e mais na construção de um país mais justo.

Os infiltrados e aproveitadores das manifestações são os vândalos, os skinheads, as gangues e os fascistas assumidos ou não, que estão promovendo depredações país afora. Não à toa os atos de vandalismo são transmitidos ao vivo pelas redes de TV. São imagens úteis a quem quer criar um clima de caos, de descontrole, de medo. Nas redes sociais, onde se pode esconder a cara, não são poucas as mensagem homofóbicas, racistas, ditatoriais.

Esses infiltrados e aproveitadores representam a minoria violenta, fascista. Saudosos dos tempos ditatoriais chocam o ovo da serpente e se escondem atrás de máscaras as mais variadas. E precisam ser combatidos e desmascarados. Sem tréguas ou vacilos.

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