Para Haddad, noite foi marcada pela violência policial

14 de junho de 2013

Mais de cem prisões - muitas delas porque os manifestantes portavam uma perigosa arma química, o vinagre, usado para diminuir as dores provocadas pelo gás lacrimogênio.  Estudantes e jornalistas espancados e presos.  

A noite de São Paulo deve marcar a história do país no que se refere aos protestos de rua.
Nem em cenário de conflagração sete jornalistas de uma mesma empresa ficariam feridos ao mesmo tempo, como aconteceu com os profissionais da Folha de São Paulo.
A se pensar.
O Brasil acordou.

Na Folha de São Paulo

O prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou na noite desta quinta-feira que a manifestação de hoje contra o aumento das passagens de ônibus, metrô e trens foi marcada pela "violência policial". Ao menos 137 pessoas foram detidas no ato e sete jornalistas daFolha ficaram feridos.

"Na terça feira, eu penso que a imagem que ficou foi a da violência dos manifestantes e, infelizmente, hoje não resta dúvida de que a imagem que ficou foi a da violência policial". Ele disse que nesta sexta-feira (14) avaliará as medidas que tomará para tentar conter a escalada de violência nos protestos.

O prefeito também elogiou a decisão do secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, que determinou a abertura imediata de investigações, pela Corregedoria da Polícia Militar, "para apurar rigorosamente os fatos".

Esse é o quarto protesto contra as passagens de ônibus, na última semana. As pessoas começaram a se concentrar por volta das 16h, quando já havia grande quantidade de policiais, inclusive fechando o viaduto do Chá, onde fica a Prefeitura de São Paulo, e revistando e interrogando pessoas.

O confronto começou quando a PM tentou impedir os cerca de 5.000 manifestantes de prosseguir a passeata contra o aumento dos ônibus pela rua da Consolação, no sentido da avenida Paulista. Com isso, houve bombas de gás lacrimogêneo e tiros de borracha disparados contra os manifestantes, que atiravam pedras e outros objetos.
Policial aponta arma para manifestantes durante novo ato contra o aumento das tarifas do transporte público em São Paulo

Algumas bombas atiradas pelos policiais foram parar em um posto de gasolina, no cruzamento com a rua Caio Prado. Já a fumaça das bombas formou uma névoa que fez "desaparecer" os carros que ficaram parados na região.

Negociações

Na quarta-feira (12), o Ministério Público de São Paulo reuniu-se com manifestantes do MPL (Movimento Passe Livre) --organizador dos protestos contra o aumento da tarifa do transporte público-- e se comprometeu a marcar uma reunião com Alckmin e com o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), para negociar uma suspensão, por 45 dias, do valor da nova tarifa de R$ 3,20. Antes do aumento, a tarifa de ônibus, metrô e trens custava R$ 3.

Hoje, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), porém, descartou a possibilidade de suspender o aumento das tarifas pelo período. Procurada, a gestão Fernando Haddad (PT) ainda não se manifestou se aceitaria a proposta do Ministério Público.

"Quanto a reduzir o valor da passagem, não há possibilidade", afirmou o governador, que foi a Santos com o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, inaugurar uma delegacia e anunciar investimentos em segurança na região. "O reajuste foi menor que a inflação, tanto nos trens e metrô quanto nos ônibus", disse Alckmin.

O prefeito Fernando Haddad (PT) também disse que não reduzirá a tarifa de ônibus. Ele reafirmou que o aumento de R$ 3 para R$ 3,20 ficou abaixo da inflação e que cumpriu compromisso de sua campanha.

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