Homofobia e discriminação marcam reações a intervenção artística do I Festival de Cultural da UFERSA

9 de dezembro de 2013


No dia 03 de dezembro de 2013, iniciou-se na Universidade Federal Rural do Semiárido – UFERSA, o I Festival de Cultura, realizado pelo DCE/UFERSA. O Festival, com programação diversificada até o dia 11 de dezembro, visa propiciar um espaço democrático de liberdade de expressão de ideias e cultura, seja das artes plásticas, visuais, música e literatura.
Durante a abertura do evento criou-se um espaço para que os estudantes pudessem interagir, através de uma atividade de muralismo, planejada pelo movimento e pela Pró-reitoria de Extensão e Cultura, durante a qual os estudantes e membros da comunidade acadêmica expressaram livremente suas reflexões, angústias, sentimentos. Ou seja, mural livre para a livre expressão de lutas, reivindicações, visibilidades e arte. Acontece que, se docentes e discentes se manifestaram em intervenções como esta acima, as que representavam expressões de visibilidade do Movimento LGBT e de diversidade sexual causaram muita polêmica. A iniciativa dos estudantes que participaram do festival foi, então, intitulada de “vandalismo”, “pichação”, “sujeira” e “depredação do patrimônio público”. Se as frases pintadas no mural relacionadas à diversidade sexual constituíam-se em uma reação à cultura de preconceito e discriminação velada existente na sociedade e nas Universidades, a resposta homofóbica – via facebook - foi brutal e demonstra o quanto ainda teremos de percorrer para uma sociedade em que as pessoas convivam na diversidade.




Além das manifestações homofóbicas em geral, o discente Jackson Angell foi alvo também de ataques diretos, por ter postado a foto de uma filha de um professor que também pintara o muro durante a atividade, demonstrando como a atividade era aberta e plural, voltada à toda a comunidade acadêmica.



Para Jackson, “essas pessoas não sabem viver na diversidade e não perceberam ainda que estão em uma Universidade, Pública, local onde a diversidade deve não ser apenas tolerada, mas sim, lugar que deve tomar a frente em ações voltadas a democratizar nosso país e a instituir uma cultura de paz”. Ele ressaltou que levará o caso ao Centro de Referência em Direitos Humanos do Semiárido, ao Ministério Público e exigirá a responsabilização dos envolvidos.

Lideranças do movimento estudantil reafirmaram que levarão a cabo na Universidade um amplo debate sobre diversidade sexual e cultura, mas que não abrirão mão de oficializar as denúncias ao Ministério Público e demais instituições.

1 comentários:

Emanuel Almeida disse...

Triste ainda ver cenas absurdas como estas dentro de Universidades.

 
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