CFM quer que cubanos “escravos” deixem de atender doentes e sirvam cafezinho para “médicos livres”

10 de fevereiro de 2014

Por Fernando Brito

No Tijolaço



Chega a ser nojenta a notícia de que o Conselho Federal de Medicina fará uma campanha entre os médicos brasileiros para que ofereçam “empregos administrativos” em seus consultórios e hospitais para os médicos cubanos que “desertem” e abandonem seus postos de atendimento na periferia e no interior do Brasil.

— Vamos dar apoio aos cubanos, mas eles não poderão trabalhar como médicos. Primeiro, eles terão de buscar refúgio e asilo em embaixadas não alinhadas ideologicamente com Cuba. Enquanto isso, com a rede de 400 mil médicos brasileiros, vamos conseguir contratos de trabalho administrativo, para que eles então tentem o Revalida — afirmou neste domingo o presidente do CFM.

O que estes “doutores” querem? Não se contentam em ser desprezados pelo povo brasileiro, querem levar as pessoas pobres que viram um médico pela primeira vez na vida, de volta ao abandono total?

Afinal, quem quer reduzir quem à condição de escravos, de seres inferiores e incapazes senão de servir aos senhores?

Vão lhe servir cafezinho e vocês tolerarão, por isso, que usem a roupa branca?

Vão ser os seus “negrinhos”? Como aquela imbecil que disse que as médicas cubanas tinham cara de “empregada doméstica”.

E que beleza, não é, nem direitos trabalhistas terão, porque não têm visto de trabalho no Brasil para nada senão o que são: médicos de família, doutores em medicina social.

Ou será que os estão provocando até que um deles, em nome de sua dignidade, lhes esbofeteie?

E aqueles brasileiros que estão lá, onde vocês não querem ir, nem ganhando quatro vezes mais do que os cubanos?

É gente simples, que não tem ninguém que olhe por ela, que suplica, implora , se ajoelha, até, para que se cuide de um filho doente.

Os dirigentes destas instituições não fizeram o Juramento de Hipócrates?

Não é possível que tenham prometido nunca ”causar dano ou mal a alguém.”

A mesquinhez e a crueldade de parte da elite brasileira chegou ao extremo.

Já não lhes basta viver na abundância: é preciso que os pobres morram na doença e no abandono.

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