Henrique Alves é notificado sobre processo aberto contra si na Justiça Federal

3 de outubro de 2014

Por Carlos Alberto Barbosa



A menos de 36 horas do pleito que vai escolher o novo governador do Rio Grande do Norte, revela-se que o candidato do PMDB à sucessão estadual, presidente da Câmara Henrique Alves, figura em processo na Justiça Federal, em Brasília, e que há cerca de uma semana foi emitida uma notificação ao parlamentar referente ao processo 2004.34.00.040901-9 que trata de uma ação civil de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito movida pelo Ministério Público Federal, conforme atestam os links http://www.excelencias.org.br/@parl.php?id=416&cs=1 ou TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal – Ação Civil de Improbidade Administrativa Nº 2004.34.00.040901-9

Para conferir a notificação datada de 16/09/2014 acesse o link do TRF-1, acima descrito e vá em Movimentação.

O processo é referente ao ano de 2004 e encontra-se sob segredo de justiça aos cuidados da juíza Cristiane Pederzolli Rentzsch.

A título de confirmar o que digo leia o que disse o 1º sargento do Corpo de Bombeiros da Bahia, Ygnassio Senna, sobre o assunto na conta no Facebook de Alê Bispo clicando aqui. Senna participou da movimentação de policiais militares que ocuparam a Câmara no ano passado para fazer pressão para a votação da PEC 300/2008 que Estabelece que a remuneração dos PMs dos estados não poderá ser inferior à da Polícia Militar do Distrito Federal, aplicando-se também aos integrantes do Corpo de Bombeiros Militar e aos inativos.

Para completar o “inferno astral” de Henrique Alves, o jornalista Josias de Souza disse ontem em seu blog que “ao homologar o acordo de delação premiada que levou Paulo Roberto Costa a mover os lábios, o ministro Teori Zavascki, do STF, deu a entender que a encrenca será realmente grande, muito grande, gigantesca”.

“…Há elementos indicativos, a partir dos termos do depoimento, de possível envolvimento de várias autoridades detentoras de prerrogativa de foro perante tribunais superiores, inclusive de parlamentares federais”, anotou Teori em seu despacho.

Lembro ao leitor que Henrique Alves foi um dos deputados citados na delação premiada por Paulo Roberto Costa por suposto envolvimento no que está sendo chamado de Petrolão.

Josias de Souza disse ainda que Teori informou, de resto, que há nos depoimentos de Paulo Roberto Costa indícios de “vantagens econômicas ilícitas oriundas dos cofres públicos”. Anotou que as vantagens foram “distribuídas entre diversos agentes públicos e particulares.” No português das ruas: rolou uma fe$ta. E o contribuinte entrou com o bolso. 

 
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