Operação Sinal Fechado: José Agripino pediu R$ 5 milhões e levou um, diz George Olímpio

22 de fevereiro de 2015

Informações importantes na reportagem do Fantástico sobre a Operação Sinal Fechado.
Em primeiro lugar, a rede Globo revelou trechos dos depoimentos de George Olímpio que outros órgãos de imprensa não receberam.
Neles, George fala que o esquema do registro de veículos, antecessor da inspeção veicular, foi negociado na casa da governadora Wilma de Faria - e que os agentes do governo levavam 15% do faturamento, o que dava em torno de R$ 75 mil ao mês.
Também surge no vídeo o ex-diretor do DETRAN, Érico Ferreira, recebendo dinheiro vivo das mãos de George. Érico e o pai, desembargador Expedito Ferreira, respondem como réus na Sinal Fechado,
Mas a grande novidade no material da Globo, no entanto adiantada desde ontem no Jornal Nacional, é a implicação do senador José Agripino. O depoimento de George confirma o que já dissera Alcides Barbosa: de que a negociação com Agripino se deu na parte superior de seu apartamento em Natal.
Segundo George, o senador lhe disse que soubera que o grupo criminoso havia doado R$ 5 milhões à campanha de Iberê Ferreira e que, portanto, era necessário o mesmo valor para o acordo. No entanto, George argumentou que isso não era verdade: o valor repassado a Iberê Ferreira foi de R$ 1 milhão. Então, fecharam o acordo neste milhão.
Destaque-se que a reportagem não mostrou George falando sobre a casa de José Agripino em Brasília, mas o repórter Mauricio Ferraz perguntou a Agripino se George já estivera em sua casa em Brasília.  Se George confirmou o depoimento de Alcides, a visita à casa do senador em Brasília se deu em fevereiro de 2011, quando o governo Rosalba Ciarlini anunciou o cancelamento do contrato do Inspar e, segundo Alcides, José Agripino decidiu desfazer o acordo com George, devolvendo-lhe ao menos metades dos cheques que haviam sido emprestados por José Bezerra Júnior, o Ximbica.
A maior surpresa foi justamente a entrevista de Mauricio Ferraz com Agripino. Antes de ser perguntado sobre o dinheiro, o senador confirmou praticamente toda a história contada pelos delatores: conhecia George, que já tinha estado em sua casa tanto em Natal quanto em Brasília.
Uma quase confissão.
Vamos aguardar o desenrolar do caso, especialmente na Procuradoria Geral da República. Rodrigo Janot teria desengavetado a investigação interrompida por Roberto Gurgel. A delação de George, inclusive, foi acompanhada por um Procurador que representava a PGR.

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