Operação Sinal Fechado: PGR pede abertura de inquérito contra José Agripino

23 de fevereiro de 2015

Logo após a divulgação do oferecimento de denúncia contra Ezequiel Ferreira, pelo Procurador Geral de Justiça, Rinaldo Reis, na sexta-feira passada (20), entrei em contato com a Procuradoria Geral da República para saber se José Agripino estava sendo investigado.
Hoje, no início da noite, pouco após chegar em Fortaleza, recebi uma ligação da assessoria de imprensa da PGR. Ao telefone, a assessora me informava que não havia como responder à questão, uma vez que a investigação podia estar acontecendo de maneira sigilosa e, por isso, não estaria disponível a acesso pela assessoria.
Agradeci o contato.
Pouco tempo depois, a imprensa noticiava que Rodrigo Janot, Procurador Geral da República, pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquérito contra Agripino.

Na Folha de S. Paulo

O Ministério Público Federal enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) um pedido de abertura de inquérito sobre o senador Agripino Maia (DEM-RN), citado em delação premiada por um empresário de Natal (RN) que teria negociado propina com políticos para aprovação de leis.

No caso, o empresário George Olímpio montou um instituto, entre 2008 e 2011, para prestar serviços de cartório ao Detran, que cobrava taxas de cada carro financiado no Estado. Ele pagou propinas para agilizar a tramitação do projetos de um lei que criava a inspeção a inspeção veicular da qual se beneficiaria.

Em delação, Olímpio disse que Agripino teria lhe pedido R$ 1 milhão para campanhas políticas e que ele entendeu o pleito como uma chantagem: ou daria o dinheiro ou perderia o comando da inspeção veicular.

Ele ainda alega ter entregue parte do dinheiro, R$ 300 mil, e ter feito empréstimos com pessoas indicadas por Maia para completar R$ 1 milhão. O pedido de abertura de inquérito está no gabinete da ministra Cármen Lúcia, que deve dar aval para o prosseguimento ou determinar o arquivamento das investigações.

Outro lado

Procurado, o senador Agripino Maia disse não ter conhecimento de pedido de abertura de inquérito.

"O que sei é: como fui citado, os elementos foram enviados à Procuradoria, que vai analisar o se deve ou não abrir inquérito".

De acordo com o senador, que nega as acusações, a PGR já havia arquivado uma outra denúncia contra ele, feita por um sócio de George Olímpio.

Agripino Maia disse ainda que o próprio Olímpio, que agora o acusa, registrou em cartório um documento contrariando a versão apresentada durante os depoimentos da delação premiada.

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